Calendário Coloplast: histórias de vida que nos inspiram
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Calendário Coloplast

Conheça as histórias das 12 pessoas que dão vida ao Calendário Coloplast. São 12 pessoas reais. 12 histórias reais que partilharemos consigo ao longo do ano.

Todos os meses sai uma história nova, fique atento!

Calendário Coloplast 2022

Catarina

Catarina

"A força encontrei-a em toda a família." Conheça a história da Catarina
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Catarina, ileostomizada desde 2021

Calendário Coloplast - Catarina

A história da Catarina começa já há alguns anos, no entanto o seu diagnóstico é relativamente recente. Os sintomas começaram por volta de 2017, porém quando ia ao médico, não havia um diagnóstico para a sua situação, e nas análises tudo parecia normal. Foi somente diagnosticada em abril de 2021 com doença de Chron, numa altura em que se encontrava no último mês de estágio do curso de Dietética e Nutrição. Desde esse momento começou a fazer tratamentos no hospital, no entanto não conseguia alimentar-se visto que o seu intestino, derivado da inflamação, estava demasiado “fechado”, impedindo a passagem dos alimentos. Por esta razão, teve necessariamente que ser sujeita a intervenção cirúrgica. Embora estivesse bastante debilitada, foi intervencionada. Numa primeira intervenção não foi ostomizada, no entanto uns dias depois, teve uma hemorragia interna, o que obrigou a uma nova cirurgia. Após este acontecimento, a sua médica optou por realizar um novo procedimento, este então para a criação de um estoma.

Os primeiros momentos após a sua cirurgia, Catarina afirma que foram mais complicados, tanto que a primeira vez que viu a sua barriga ficou um pouco desconfortável, dada a quantidade de pensos e materiais que a envolviam. Por se tratar de uma altura pandémica, as visitas e contactos eram limitados, não podendo estar com muitas pessoas, o que também não ajudou nos momentos inicias. O seu namorado visitava com elevada regularidade e apoiava bastante, no entanto eram visitas curtas. Foram ainda dois meses que esteve internada, entre o diagnóstico e a cirurgia final. Como diz, no início foi um bocado mais “chato”, mas depois pensou que não seria a única pessoa com ostomia, algo que a fez começar a procurar nas redes sociais por grupos, quer da doença de Chron como de pessoas com ostomia, procurou por mais histórias de pessoas com uma patologia semelhante à sua, até que inclusivamente começou a criar uma página no Instagram. A sua ideia com a página é partilhar mais a mensagem, visto que no seu caso, não conhecia ninguém com uma doença igual nem com uma ostomia. Conhecia as histórias que encontrava na internet, mas pessoalmente não conhecia ninguém. Aqui pode partilhar como é o seu dia-a-dia, e mostrar que se consegue fazer tudo normalmente. Quer também falar sobre a nutrição, visto que serão necessários alguns cuidados alimentares no futuro.

Felizmente, tinha uma grande rede de apoio, e para ultrapassar a adversidade com que se deparou, Catarina foi buscar forças a todas as fontes. Nos seus pais, no seu irmão, no seu namorado, amigos e família. Por se encontrar sozinha no hospital, refugiava-se em todas as mensagens e chamadas que recebia. Era como que uma “bola de boa energia” à sua volta, como diz, o que ajudou bastante. Agora vai retomar o seu estágio e posteriormente iniciar o estágio para a Ordem dos Nutricionistas.

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Daniela

Daniela

"Temos que aceitar, as coisas vêm por algum motivo." Conheça a história da Daniela
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Daniela, colostomizada desde 2013

Calendário Coloplast - Daniela

A história da Daniela, uma pessoa inspiradora, apaixonada por maquilhagem e com uma força enorme para superar desafios começa como tantas outras, sem aviso prévio. Nasceu em Lisboa em 1993, e desde pequenina que as visitas aos hospitais faziam parte da sua realidade pelo facto de ser asmática, o que a fazia recorrer por várias vezes a consultas no hospital.
Aos dezasseis anos partiu para a Holanda, onde ficou até aos dezoito anos. Neste período não prosseguiu os estudos, dedicando-se somente a cuidar da sua irmã. Relata que foi uma experiência menos positiva, dado que deixar os amigos, família e escola em Portugal foi bastante complicado.

Quando completou dezoito anos, decidiu voltar para Portugal, de modo a completar a sua formação numa matéria que a apaixona, a estética. Acontece que quando estava prestes a terminar o seu curso, no último ano do mesmo, durante uma aula prática de massagem sentiu dores tão fortes que não conseguia permanecer na mesma posição. Primeiramente, a sua avó, com quem vivia, disse que poderia ser do frio, visto que era dezembro. Porém, a dor não passava o que a fez deslocar a uma consulta. Aqui foi-lhe informado que a sua condição era do foro nervoso e que deveria comer “pipocas”, de modo a ajudar ao funcionamento do intestino. Certo que ao chegar a casa, as dores continuavam de tal maneira fortes que no dia seguinte viu-se obrigada a ir às urgências do Hospital de São José. Praticamente na hora os médicos diagnosticaram-lhe um tumor e indicaram que teria que fazer radioterapia, quimioterapia e posteriormente operada de modo a construir um estoma. No entanto, ao saber que a radioterapia poderia fazer com que não viesse a engravidar, dada a agressividade do procedimento, preferiu não dar seguimento aos tratamentos naquele momento. Surge a solução da técnica de punção dos óvulos, o que permitia preservá-los, para que um dia mais tarde pudesse ter filhos. Só depois deste procedimento, que a obrigava a visitar a maternidade todos os dias de manhã, é que iniciou os tratamentos de radioterapia e quimioterapia, esta última através de comprimidos. Enquanto aguardava pela sua operação, desenvolveu uma infeção no intestino, o que a levou a ser internada para que seguidamente fosse finalmente intervencionada, ficando com uma colostomia.

Calendário Coloplast - Daniela
Quanto à sua ostomia, no início diz que foi muito difícil. Quando a sua enfermeira a informou que teria que ficar com um saco de ostomia, não aceitou, não podia ser solução, pois como faria a sua vida normal, se agora utilizava um saco de ostomia? Inclusivamente, após a cirurgia, recusava-se a olhar para o seu estoma. Foi somente quando a sua irmã a visitou, que, de certo modo obrigada, viu o seu estoma pela primeira vez. Aí ficou impressionada pela simplicidade, o que a fez aceitá-lo melhor. Além disso, só teria alta no momento em que soubesse cuidar de si autonomamente, algo que impulsionou a aceitação, pois de um dia para o outro, aprendeu como o fazer, ao pedir à enfermeira que a ensinasse, tendo alta no dia seguinte. Admite que nos primeiros tempos fazia-lhe confusão, não se sentia sequer à vontade de cuidar de si e do seu estoma, contando com a sua avó para tal. Até que tomou a decisão de tomar as rédeas e cuidar de si própria. Todo este processo fê-la aceitar a sua ostomia. Tanto que diz que inclusivamente brincava quando ia por exemplo às compras, e ao perguntarem “quer saco?” muitas vezes dizia para a sua prima ou avó, “não é preciso, eu já tenho”.
Voltou a ser intervencionada, desta vez no IPO do Porto, onde ficou um mês internada. Aqui, dada a sua história e força de vontade, chegou a conversar e motivar outra pessoa que não queria aceitar a sua ostomia, algo que diz que gostava de terem feito consigo, pois o facto de ouvir de alguém com uma situação semelhante, é mais motivador.

A Daniela é sem dúvida um exemplo de força de vontade e naturalidade tanto que, entre as duas intervenções a que foi submetida, Daniela fez quimioterapia intravenosa. Aqui o médico explicou-lhe que o seu cabelo poderia cair, ao que Daniela, com toda a naturalidade respondeu “Cresce novamente não cresce? Se sim, então quando começar a cair, eu rapo, não tem mal nenhum. Ele depois cresce”. Hoje em dia vai à praia de biquíni, sem qualquer pudor e não liga ao que as pessoas possam pensar. Foram estas características de força e vontade de seguir em frente que a ajudaram a superar toda a situação. E algo muito importante igualmente, o apoio à sua volta de amigos, família e do seu namorado.

Calendário Coloplast - Daniela
Por falar no seu namorado, não podemos deixar de falar, ainda por cima no mês que celebra o amor, na história que une a Daniela ao Sandro. Pois bem que o regresso a Portugal não trouxe só a possibilidade de seguir os estudos numa área que a apaixona. Permitiu conhecer quem viria a ser uma paixão e hoje é o seu companheiro. Porém, a história de ambos não começa logo no momento em que se conhecem. Nessa altura, chegaram a encontrar-se para um café, mas depois nada aconteceu. Só passado algum tempo, ao encontrarem-se por acaso enquanto os dois estavam a trabalhar é que aquela paixão adormecida se desenvolveu, e permanece. Sandro é atualmente uma grande fonte de apoio e força. Havia tanto amor entre eles durante a sessão fotográfica que parecia que se fazia uma sessão para um casamento. Para quem foi recentemente ou irá ser intervencionado diz que tudo é uma aprendizagem. No início não achava que uma ostomia fosse o melhor para si, no entanto é. Temos que aceitar as coisas, pois vêm por algum motivo. Afirma que se pudesse voltar atrás e tirar o saco, não queria, pois já faz parte de si e da sua vida. “Nós conseguimos tudo”.

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Margarida

Margarida

"O nosso estoma não é um bicho de sete cabeças, mas sim um amigo." Conheça a história da Margarida
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Margarida, colostomizada desde 2020

Calendário Coloplast - Margarida

Nascida e criada nas Caldas da Rainha. É assim que Margarida começa por falar de si. Uma jovem apaixonada pelo Audiovisual e Multimédia, tanto que tem dois cursos profissionais nesta área. Área essa que, dada a quantidade enorme de saídas profissionais, a faz ficar um pouco perdida quanto ao caminho a escolher. Gosta de passear, ler, desenhar, fazer trabalhos manuais, mas é na fotografia que encontrou uma grande paixão. Seja fotografia de produto, retratos, paisagens, é algo que gosta genuinamente de fazer. Tanto que quando viaja, gosta imenso de tirar fotografias dos locais e colar essas fotos num caderno de memórias, recordando assim os locais, com quem foi, e o que fez. Algo que gosta muito de fazer também é estar e sair com amigos, pois considera a vida social muito importante
Margarida foi diagnosticada com Doença de Crohn, após começar a sentir dores de barriga intensas, e vómitos constantes. Depois de algumas visitas foi indicada a fazer um TAC. Sendo diagnosticada com Doença de Crohn. Uns meses passaram e Margarida começa a sentir uma dor enorme no fundo das costas, não se conseguia virar para o lado direito nem sentar. Além disso, começou a ter febre muito elevada. Aí descobriram que tinha uma fístula perianal, o que fez com que ficasse internada durante três meses, numa situação grave, mas que na altura não teve noção de tal. É então intervencionada para criação de um estoma, de modo a permitir que continuasse a sua vida enquanto a fístula sarava, sem necessidade de ficar internada.

Calendário Coloplast - Margarida
Quanto à sua ostomia, vários fatores fizeram com que a sua aceitação fosse mais dificultada. Pelo facto de ter sido intervencionada na altura inicial da pandemia por Covid, não houve a possibilidade de ter a consulta pré-operatória, que a iria preparar para a sua ostomia. Talvez por isso, por ter entrado na sala de operações e saído com “uma coisa nova” como indica, tenha feito com que o seu processo de aceitação do seu estoma fosse mais dificultado. Diz que nos primeiros meses foram muito complicados, pois não conseguia fazer nada nem cuidar de si, pelo próprio nojo que sentia do seu próprio estoma. Até que as enfermeiras lhe disseram que havia muitas pessoas que davam nomes próprios quando eram sujeitas a intervenções do género. Por exemplo, quem é transplantado costuma dar um nome ao seu novo órgão. Além disso, Margarida tem um conhecido próximo que lhe disse que também dava nome aos seus transplantes. Foi então que Margarida intitulou o seu estoma de Miquelino, Mike para os amigos. Só quando lhe deu um nome é que aceitou o fato de ter uma ostomia
Diz que as suas principais fontes de apoio foram os seus pais, a sua madrasta e a sua amiga Sofia, que a convidava a sair de casa e a puxava para cima. O fato do seu grupo de amigos não achar estranho, não ter olhado para Margarida como se tivesse mudado, foi algo que diz que também ajudou bastante. Margarida afirma que ainda há estigma das pessoas com ostomia. Este estigma que existe muito é que a pessoa mudou, e as pessoas não estão preparadas para dizer “esta pessoa não mudou”. A ostomia não a impede de fazer nada, provavelmente uma pessoa que tenha uma ostomia ganhou muita qualidade de vida. “Faz confusão às pessoas o facto de não nos termos que deslocar à casa de banho para fazer essa parte da rotina. Perdem uma rotina, têm que ganhar outra. Têm medo de sair com alguém com ostomia e que esta as envergonhe, pois não se controla e faz barulhos. O que eu penso é então e as pessoas que não tem e fazem o barulho na mesma.”

Calendário Coloplast - Margarida
Hoje em dia, Margarida continua a fazer o que gosta. A passear, a ler, a sair com amigos, sem que a sua ostomia seja impeditiva. Para quem está agora a começar um processo, algo muito importante é o apoio dos familiares e amigos. Mas deixa também a mensagem: “Pensem que a nossa ostomia não um bicho de sete cabeças, mas sim amigo que veio ajudar. É viver um dia de cada vez e pensar sempre no melhor”

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Carlos

Carlos

"Não é o fim da vida. A vida segue, e tudo vai dar certo." Conheça a história do Carlos
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Carlos, colostomizado desde 2007

Calendário Coloplast - Carlos

Nascido no Rio de Janeiro, Carlos morava em Xerém, no Brasil. Mecânico de profissão, vivia a sua vida normalmente, sem eu nada fizesse anunciar o que vida tinha para lhe dar. Numa altura em que se encontrava desempregado, começou a sentir alguns sintomas, principalmente idas sucessivas à casa de banho. Chegou inclusive a contar o número de vezes que ia à casa de banho, tendo contado mais de 40 vezes num dia só. Nesta altura pensava que poderia ser uma questão nervosa, dado o fato de estar desempregado. Com tudo isto a acontecer, Carlos começou a emagrecer muito e a ficar mais fraco. No entanto, consegue arranjar um trabalho, pensando então que os seus sintomas iriam melhorar, e que iria recuperar. A verdade não foi a que esperava, não houve melhorias, o que o levou a marcar uma consulta. O médico pede que Carlos realize alguns exames e uma semana após a consulta, é internado por quarto dias. Aqui realiza mais exames, e é-lhe prescrito uma colonoscopia. É com exame que Carlos fica a saber o seu diagnóstico de cancro. Carlos confessa que o seu diagnóstico não foi uma surpresa, visto que na família existia um histórico alargado de casos de neoplasia.
Mesmo após o diagnóstico continuou a trabalhar, indo com regularidade às consultas de acompanhamento. É numa destas consultas que é informado que teria que usar um saco de ostomia. Inicialmente pensou em não ser intervencionado e “deixar a vida seguir o seu curso, que o tivesse de acontecer, que acontecesse”. É a sua mulher que lhe transmite tranquilidade de que “(usar um saco de ostomia) não seria o fim do mundo”, fazendo com que Carlos mudasse de ideias. Ainda antes da sua cirurgia, teve que deixar de trabalhar dado o seu estado de fraqueza. Uns dias após a cirurgia, é encaminhado para um médico oncologista, de modo a iniciar os tratamentos de quimio e radioterapia. Ao princípio confessa que “fugiu” à quimioterapia, só aceitando fazer o procedimento após uma chamada do seu médico, que lhe explicou que cada caso é um caso.

Finalizou os tratamentos, e nos cinco anos seguinte foi acompanhado, sem qualquer incidente nesse período. No período em que estava a ser acompanhado, a vida pregou-lhe novamente uma rasteira. Num espaço muito curto de tempo, demasiado talvez, perde a sua fonte de força, pois a sua mulher falece e, poucos dias depois, perde a sua mãe. Em 2018 a sua filha vem viver para Portugal e no final do ano letivo, o seu neto vem também, ficando Carlos “sozinho” no Brasil. É quando viu a sua neta numa videochamada que sentiu que tinha que viajar para junto da sua família, chegando a Portugal no final de 2019. Para alguém que nunca tinha viajado de avião foi uma experiência completamente nova.

Calendário Coloplast - Carlos
Em Portugal, ajuda a cuidar dos netos, tentando nunca interferir na vida da sua filha. Hoje, olhando para trás, garante que se não tivesse feito a cirurgia teria sido pior, não estaria agora a ajudar a sua filha e os seus netos. Admite que algo que lhe custou muito foi ter que deixar de trabalhar. Adorava mecânica, adorava o que fazia, e trabalhava na área desde os 18 anos. Diz que consegue separar a sua vida antes da colostomia e depois da colostomia. Antes preocupava-se muito com “ter”. Hoje, preocupa-se mais em “ter menos”, pois “menos é mais”. Como admite, veio para Portugal, deixando algumas caixas no Brasil. 65 anos resumidos a somente algumas caixas.
Para quem está a iniciar o processo de criação de um estoma, ou mesmo para quem já tenha sido intervencionado, Carlos deixa uma mensagem de esperança. “Um saco de ostomia não é o fim da vida, você vai se habituar, vai demorar algum tempo, mas vai-se habituar”. “A vida vai seguir em frente, não adianta desesperar e tudo vai dar certo”.

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Sara

Sara

"Nós é que temos que nos aceitar como somos." Conheça a história da Sara
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Sara, ileostomizada desde 2020

Calendário Coloplast - SaraNascida em Cascais, Sara foi desde criança uma pessoa muito ativa e dinâmica. Tal é comprovado pelo fato de ter começado a praticar desporto muito cedo. Nesta área fez tudo e mais alguma coisa, desde o futebol à natação federada. Tudo corria bem, e como afirma, teve uma infância muito feliz.
Quando acabou o 12º ano, Sara foi visitar os Açores por 15 dias. Certo dia, numa viagem de barco, ficou bastante maldisposta, tendo vomitado durante toda a viagem. Ao regressar ao continente, fez alguns exames de modo a saber a causa de todas as náuseas e vómitos que teve. Fez ainda um número considerável de exames, pois os médicos não estavam a chegar a uma conclusão, dada a quantidade de úlceras que tinha. É então diagnosticada com Doença de Chron, numa altura em que já se encontrava na faculdade, jogava voleibol e dava treinos de voleibol. Confessa que receber a notícia que teria uma doença para a vida aos 18 anos, foi um choque. Iniciou os tratamentos com mesalazina, que permitiu que a parte alta do intestino tenha ficado bem, sendo que o problema agora se encontrava principalmente no Cólon.

Mesmo com toda esta sua situação, Sara terminou a sua licenciatura, completou um mestrado, tudo isto enquanto jogava e treinava voleibol. Afirma que o desporto foi um grande refúgio para si. O fato de estar constantemente ocupada, de treinar, estudar, dar treinos, foi algo que lhe deu muita força, de modo a superar toda a sua situação. Durante 10 anos tentou diversos tratamentos, desde homeopatia a acupuntura, conjugados com medicamentos, mas nada funcionava. Neste período foi-lhe apresentada a solução de ser sujeita a uma intervenção de construção de um estoma. Na altura negou, não queria de todo, pois só pensava “agora vou ter que ficar com um saco”. Confessa que se talvez tivesse feito a cirurgia na altura, hoje a sua condição podia ser diferente, se calhar sim, se calhar não. Mas como diz, “tudo acontece na altura que tem que acontecer, e por determinada razão”. Foi somente sujeita a uma ileostomia uns anos depois. Diz que “não foi nada chato, não custou nada adaptar ao saco. Talvez quando fosse mais nova pudesse ser mais complicado, mas quando fui submetida à cirurgia, estava mais estabilizada.”

Calendário Coloplast - SaraAinda antes de terminar o mestrado, começa a trabalhar na área de investigação, onde permaneceu durante 5 anos. Para Sara, a sua vida profissional é o seu foco, o que a guia. Após os anos em investigação, tirou um curso de higiene e segurança no trabalho, chegando a trabalhar na área. No entanto a pandemia ditou que tivesse que sair. Porém, admite que ter ido para casa foi a melhor coisa que lhe aconteceu. Foi uma altura que a permitiu fazer imensos cursos e começar alguns projetos. Diz que a sua doença está controlada, muito em parte por causa disso. Somente em fevereiro de 2021 é que teve que ser internada no hospital. Antes disso, nunca tinha sido internada devido à sua condição. De qualquer maneira, também nunca deixou de fazer a sua vida. Faz-lhe confusão quando as pessoas ficam em casa ou limitam-se por “uma dor de barriga”. Como afirma “é a nossa mentalidade que consegue fazer as coisas”
Para quem está num processo de construção de um estoma, Sara diz: “Não queremos saber o que os outros se importam. O que importa é que nós estejamos bem, tanto de saúde, e de nos aceitarmos a nós próprios. A opinião das outras pessoas não importa para nada. Nós é que temos que nos aceitar como somos”. “As dores que os sacos me tiraram valem tudo”.

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António

António

"O primeiro passo é a aceitação." Conheça a história do António
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António, ileostomizado desde 2020

Calendário Coloplast - António

Este mês ficamos a conhecer a história do Sr. António Coutinho, torneiro mecânico, residente em Sever do Vouga, casado e pai de uma menina. Um homem que levava uma vida completamente normal, até que um dia, algo começou a não estar totalmente bem.

Numa segunda-feira de Páscoa, relata que teve necessidade de ir cerca de 20 vezes à casa de banho no espaço de 2 horas. Numa das vezes, chegou a verificar que havia sangue. Conta que foi o seu único sintoma, e que felizmente nuca teve dores. Mesmo com os seus sintomas, foi trabalhar, tanto nesse dia como no seguinte. Só no dia seguinte é que contacta o seu médico de família, que o aconselha a utilizar uma pomada. Certo é que 7 dias depois, António volta a contatar o seu médico a informar que a sua situação continuava igual. Aí o seu médico marca-lhe alguns exames. Realizou-os, incluindo uma colonoscopia, e no final, ao acordar, ouviu que o seu médico queria falar consigo. Confessa que na altura pensou logo o que poderia ser. O médico diz-lhe então que tinha algo que tinha que ser retirado com urgência. Foi novamente remetido para o seu médico de família de modo a dar seguimento ao processo. Acabou por ser encaminhado para o IPO de Coimbra, sendo aqui que finalmente lhe é transmitido o diagnóstico de cancro. Fez quimioterapia, radioterapia e, numa operação que teve a duração de 7 horas, foi-lhe contruído o seu estoma. Diz que ia e vinha todos os dias a Coimbra, pois tinha a sua mulher e a sua filha em casa, não querendo afastar-se destas. Admite que tentou levar toda a sua situação de uma maneira mais positiva.

Calendário Coloplast - António
Quanto à sua ostomia, ainda antes da sua intervenção teve uma consulta de estomaterapia, na qual lhe foi explicado todo o procedimento, ao que António afirma que não se importou em ter um saco, só queria que tudo corresse bem. Uma semana após a sua cirurgia teve alta, já com uma ostomia. No primeiro mês era a sua mulher que lhe trocava a placa, mas depois começou a ser o próprio que cuidava da sua ostomia. Na verdade, António habituou-se bem à sua “nova realidade”, tanto que confessa que caso tenha que ficar com uma ostomia o resto da vida, não se importa, desde que isso melhore a sua qualidade de vida e que corra tudo bem. Assegura que a sua vida continuou muito igual ao que fazia, somente tendo deixado de ir à praia e de comer doces, por aconselhamento médico.

Para quem venha a ser intervencionado ou para quem já possa ter uma ostomia, António diz: “Não é aquilo que nos acontece no dia-a-dia, mas sim a forma como lidamos com o que nos acontece. Têm que encarar e aceitar. O primeiro passo é aceitar. Quanto mais facilmente aceitarem, mais fácil será lidarem com isto”.

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Fernando

Fernando

"Conseguimos ter uma vida normal." Conheça a história do Fernando
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Fernando, colostomizado desde 2020

Calendário Coloplast - Fernando

Fernando Martins, de 55 anos, é nascido em Santarém e tem uma filha de 35 anos e duas netas. Esteve durante 12 anos emigrado na Suiça, onde trabalhava numa fábrica de queijo e, mais tarde, veio para Portugal para montar uma firma própria internacional de serralharia. Durante este tempo, teve também oportunidade de trabalhar em Angola e no Brasil. Chegou até a adquirir uma casa no Brasil e planeava mudar-se para lá.
No entanto, a vida pregou-lhe uma partida e teve um acidente grave. Ao relatar o momento, conta que após um dia de trabalho e já depois de ter levado os seus colaboradores a casa, o seu pai avisou-lhe que haveria um problema no telhado. Fernando foi tentar resolver a situação, porém a telha onde estava sob partiu, o que resultou numa queda de grande altura que o deixou paraplégico com lesões a nível da coluna dorsal e lombar. Chegou a estar 2 meses internado no Hospital São José e necessitou de tomar opióides para controlo das dores.

Calendário Coloplast - Fernando
Foi a partir daqui que descreve o começo de uma nova vida. Tendo sido sempre uma pessoa bastante ativa, refere que o processo de adaptação foi aos poucos e por etapas. Hoje, depois de um esforço constante e acompanhado pelos fisioterapeutas, é praticamente independente e admite que não há nada que não faça. Vai a todo o lado e faz tudo, sendo que se houver possibilidades de ir ou fazer algo, não hesita em tomar ação. E isto inclui ir de férias sozinho, andar de carro e dedicar-se a atividades que lhe trazem prazer, como o surf, o tiro e a caça.
Aquando do acidente era serralheiro, sendo que após o sucedido, ainda chegou a trabalhar num bar. Contudo, devido a lesões da pele, foi aconselhado pelos seus médicos a reformar-se. Um dia, ao dirigir-se ao hospital para ser submetido a uma cirurgia a uma ferida, os médicos verificam que tinha o intestino dilatado e torcido. Desde há muito tempo que Fernando sofria de obstipação devido aos opióides, que é um dos principais efeitos secundários da terapêutica. O tratamento envolvia a remoção de uma porção do intestino e a criação de uma colostomia, que foi o que aconteceu. Uma vez que não queria deixar de fazer surf, pediu aos médicos que tivessem em conta à posição do estoma para permitir a prática da atividade, o que acabou por facilitar o seu processo de adaptação. As suas dores melhoraram quase que instantaneamente e, logo após sair do hospital, prontamente informou-se sobre a sua nova condição e procurou pelos produtos mais indicados para o seu corpo.

Calendário Coloplast - Fernando
Nem o acidente, nem a ostomia o pararam. Continuou a viver a sua vida e a tratar dos seus cães. Refere que muitas das vezes as pessoas com condições como a sua acham que não é possível fazer certas atividades, no entanto, segundo o mesmo, acredita que não existem limites e é somente a cabeça que manda. Alguns dos seus colegas, isolam-se em casa e não convivem, pelo que Fernando escolhe fazer exatamente o oposto, uma vez que gosta de ir à rua, conhecer e andar por aí.
Ao ser questionado acerca da cirurgia de reversão, Fernando diz que existe essa possibilidade. Contudo, foi aconselhado primeiro a treinar o seu intestino e regularizar o trânsito. Atualmente, de 3 em 3 dias faz a técnica de irrigação e vive a sua vida fazendo que gosta, como praticar surf. Confessa que depois de ter sido submetido à construção de uma colostomia a sua qualidade de vida melhorou bastante. Deixou de necessitar de opióides e já não tinha de se preocupar em fazer enemas com frequência, o que foi um grande alívio.

Calendário Coloplast - Fernando
A história e força de Fernando é inspiradora, sendo solicitado por instituições de saúde para partilhar a sua experiência com pessoas que acabaram de sair do hospital após serem submetidas à construção de um estoma. Fernando utiliza estes momentos para tenta explicar como funciona a vida de uma pessoa com uma ostomia, e dá conselhos práticos para o dia-a-dia, o que é algo e grande valor vindo de alguém que realmente sabe quais são os desafios associados e se foca em ultrapassá-los. Verbaliza que a maior dificuldade que sente é o facto de a grande parte das pessoas quererem logo uma adaptação imediata, afirmando que o processo “é como uma casa, primeiro tem que se fazer o alicerce e depois é que se faz o teto.” Para Fernando, a prioridade deve ser trabalhar na melhoria da mobilidade física, passo a passo, de forma a que se vá conseguindo progressivamente fazer certas atividades, como conduzir por exemplo.
Atualmente, sente-se bastante grato pelos médicos que o operaram e retiraram as dores, por si próprio e pela sua mentalidade, bem como pelo grupo de profissionais que o ajudaram a recuperar a sua mobilidade. Confessa que o primeiro mês após a cirurgia foi bastante duro e sentiu muita falta de equilíbrio. Mas não deixou a incapacidade vencê-lo, tendo trabalhado com os profissionais de saúde diariamente para melhorar a sua autonomia e conseguir fazer as atividades que desejava.
Em última instância, Fernando acredita que o truque é persistir e não desistir. O conselho que tem a dar a quem vive com uma ostomia é dar tempo ao tempo e fazer aquilo que se deseja. Sem tabus, nem receios. Afirma que dá para levar uma vida normal, sem qualquer problema, basta nós querermos e termos atenção ao próprio corpo.

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Carla

Carla

"É uma rosa, tem espinhos mas também tem flor." Conheça a história da Carla
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Carla, com ileostomia desde 2020

Calendário Coloplast - Carla

Carla tem 42 anos, é natural de São Sebastião da Pedreira e criada em Pias, no Alentejo. Afirma com orgulho que é Sportinguista e trabalhava num café como subencarregada até ter recebido o seu diagnóstico em 2014.
O cancro surgiu sem qualquer antecedente familiar, e foi a partir de uma colonoscopia que lhe foi detetada a doença. Sofria de endometriose, mas estranhamente começou a ter hemorragias na região retal. Pouco tempo depois de ter realizado o exame, o seu médico informou-lhe que, mesmo ainda sem o resultado da biópsia, havia 99% de probabilidade de ter cancro colorretal. Confessa que ao receber a notícia chorou durante “10 segundos”, porém decidiu prontamente que não ia chorar mais e que ia vencer a doença. Pensou na sua família, nomeadamente nos seus pais e na sua filha de 19 anos.
Quando chegou a altura de ser submetida à cirurgia de construção de um estoma, refere que foi pesquisar ao google tendo sido “a pior coisa” que fez. Isto fez com que ao início recusasse a cirurgia, contudo em 2015 decidiu avançar. Segundo Carla, os primeiros 3 meses foram horríveis e chegou a odiar tudo e todos. Como era uma ostomia temporária, em 2016 propuseram-lhe fazer a cirurgia de reversão e Carla chegou mesmo a pensar se o devia fazer, pois já se sentia bem e adaptada. Decidiu experimentar e esteve um ano e meio sem estoma, até que então lhe apareceu uma fístula e teve de repetir a cirurgia. Desta vez já sabia o que era, o que a deixou mais confortável. Mesmo assim, sentiu como se tivesse dado um passo atrás, uma vez que na sua mente aquilo já era um capítulo que tinha sido encerrado. Entretanto, foi sugerido que fosse submetida a uma nova cirurgia de reversão do estoma, mas desta vez recusou até ao fim. Para além de ter aceitado a sua condição, o ano e meio que passou sem ter uma ostomia foi um “inferno”. Todos os seus problemas retornaram e como não tem intestino grosso, tinha que utilizar cuecas descartáveis e passava a maior parte do seu tempo com a necessidade constante de ir à casa-de-banho, o que para Carla era viver “sem grande qualidade de vida”. Assim, após esta experiência onde “viveu os dois mundos”, escolheu o melhor para si, que em última instância foi manter a ostomia.

Calendário Coloplast - Carla
Está junta com o seu companheiro há 7 anos, que curiosamente foi o seu primeiro namorado há 28 anos atrás. Quando recebeu o diagnóstico, a sua relação ainda era muito recente. Refere que foi um processo complicado, chegou a pesar uns meros 30 kg. Fez quimioterapia durante um ano e meio e radioterapia durante 6 meses. Durante este período, foi sempre o seu parceiro a trocar-lhe o saco. Na altura que era tudo muito recente ele esteve lá, sempre pronto para dar o seu apoio. A sua família foi uma das maiores razões da sua força, que a fez acreditar que ia vencer a doença não só por si, mas por todos eles. E assim foi, mesmo com os tratamentos que eram severos e acompanhados de sintomas adversos, nunca deixou de viver e ser socialmente ativa. Quando ainda ninguém sabia, perguntavam-lhe porque tinha perdido tanto peso e Carla, uma vez que não queria admitir que estava doente, referia que estava a fazer um “detox para o Verão”. Mas quando chegou a altura do calor, todos podiam ver o cateter que tinha implantado no peito e era utilizado para realizar quimioterapia. Após Carla ter confessado, os seus amigos questionavam “como é que tu andas sempre tão feliz” ao que a Carla respondia, muitas vezes emocionada, que era o cateter que a ia salvar. Segundo a mesma, o truque para ter enfrentado a sua condição, foi não se deixar entregar à doença e ir abaixo. Sendo uma pessoa naturalmente otimista, tentou encontrar forças onde podia e decidiu gozar a vida todos os dias e acreditar num futuro mais próspero.
Na opinião de Carla, existe muito diálogo sobre o cancro da mama, mas quando se fala em cancro colorretal ou do intestino, considera que ainda é um tema alvo de muito tabu. E houve um tempo que realmente sentiu isso na pele e foi no momento que conheceu pessoas com o mesmo problema que o seu que viu que “a vida não acabava”. Para Carla, é importante a sensibilização e desmitificação da doença, pois não ataca só a população idosa, mas sim de todas idades, incluindo os jovens e as crianças. Refere ainda que teve sorte de o corpo ter dado sinal de que algo se passava, pois felizmente conseguiu detetar o problema atempadamente. Existem pessoas que já não têm a mesma sorte, sendo que muitas vezes é uma doença “silenciosa”.
No final, considera que superou a doença e dá graças a ter sido acompanhada por uma equipa médica como a do IPO de Lisboa que, segundo a mesma era “brutal e estrondosa”. Durante o tempo que necessitou dos seus cuidados, sempre lhe deram muita força e descreve-os como tendo sido “5 estrelas”. Passou por várias especialidades como a gastroenterologia, a consulta de risco, a proctologia e recorda todos os profissionais com um grande carinho. Para as pessoas que estão a passar pelo mesmo que a Carla a sua mensagem que quer transmitir é que não vai ser fácil e toda a gente tem um período de adaptação diferente. Contudo, não é nada mais que “a nossa oportunidade para viver outra vez”. Depois do choque, é só um pormenor, pois a pessoa pode fazer o que quer, vestir o que quer, pode ainda fazer desporto e socializar. Para Carla, ter uma ostomia não a impede de viver como quer e agradece a segunda chance que a vida lhe deu.

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Calendário Coloplast 2021

Karla

Karla

Fotógrafa, colecionadora de histórias e apaixonada por museus. Conheça a história da Karla
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Karla, ileostomizada há 1 ano

Karla
Aos 17 anos apareceu-lhe uma doença muito desconfortável e que não se sabia o que era. Mais tarde veio a descobrir-se que se tratava da Doença de Crohn.
Como era a altura em que se preparava para entrar na faculdade, Karla não conseguiu entrar devido à elevada frequência de internamentos a que fora submetida, mas isto não foi tão mau quanto imaginava, pois percebeu que afinal não gostava nada de ciências (que seria o que imaginava seguir). Karla pensou que escrevia bem e como adorava ler, percebeu que humanidades tinha mais a ver com ela.
No meio das dúvidas em relação às suas aptidões e ao seu difícil diagnóstico, decidiu fazer uma viagem e disse que não voltava antes de saber o que queria fazer em relação à sua vida profissional. Karla deu a volta à Grã Bretanha e decidiu que se dedicaria à fotografia, a sua antiga paixão.

É impossível contar a história da Karla sem falar de fotografia. A fotografia sempre foi uma paixão. O seu pai e o avô eram fotógrafos amadores e Karla herdava as máquinas antigas do seu pai, à medida que ele as ia trocando. Karla estudou e passou a ser fotógrafa, dividindo-se entre a fotografia, hospitais e cirurgias.
Foi nesta altura que os médicos lhe disseram que não teria muito tempo de vida e que não chegaria sequer aos 30 anos. Karla vivia cada dia como se fosse o último, e cada cirurgia que fazia sentia que seria a última.
Aos poucos as coisas foram melhorando e percebeu que teria de conviver com a doença. Chegaram os 30, os 40 e os 50. Cirurgia após cirurgia para retirar mais um pouco do intestino, Karla percebeu que o que queria era mesmo fotografar. Encontrou forças no trabalho, mais concretamente na fotografia, e segundo ela, desde que esteja a trabalhar já não pensa em mais nada.

Com a evolução da doença, Karla chegou a um ponto em que sentia dores muito fortes e já não sabia o que era uma vida sem dor. Passou 3 anos em observação para ver se as dores melhoravam, se seria possível conviver com aquela doença... usava fraldas e estava completamente incontinente. Por diversas vezes estava a fotografas e teve acidentes. Estava numa desidratação enorme, fraca e sem força para nada. Até ao ponto em que o médico decidiu que a cirurgia era mesmo a melhor solução.
Em Setembro de 2019 Karla fez uma ileostomia. Quando acordou, sem dores, imaginou que estivesse no céu. Não conseguia acreditar que já não tinha mais dores. No início, o mais difícil foi a adaptação ao estoma. Depois de um tempo, Karla diz que já consegue fazer substituições muito rapidamente, e diz que até poderia participar de concursos de rapidez para trocar o saco. Como é muito ativa, está sempre preparada - e com o saco a postos. Já passou por alguns acidentes, mas conta-os sempre com um grande sorriso no rosto.

Um ano depois da cirurgia, Karla relata que é uma maravilha viver sem dores. Diz que enfrenta alguns desafios devido à sua profissão, pois como é fotógrafa tem por diversas vezes se colocar em posições difíceis, mas lida com isso com humor (às vezes negro, como ela mesma diz) e gratidão. Alega que daqui a algum tempo com certeza que se vai esquecer totalmente do saco. Diz que pensa que seria melhor ficar em casa e controlada, mas que como é muito ativa, que a sua casa ideal ideal seria uma caravana ou mesmo uma tenda.
O saco não a impede de fazer nada, só tem que se adaptar. Karla diz que teve que fazer uma escolha, lamentar-se ou lidar com a sua doença com humor, e ela, apesar de saber chorar, escolheu sorrir.

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David

David

Agricultor reformado, apaixonado pela sua quinta, animais e plantações. Conheça a história do David
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David, ileostomizado há 2 anos

David
Aos 37 anos David começou a sentir os primeiros sintomas, começou a sentir dores abdominais e decidiu ir ao médico. Foi até Leiria que era o centro de saúde mais próximo. Realizou exames e recebeu um diagnóstico que nas palavras do médico era “muito mau”. Relata que na imagem do exame tinham “dois ovos”, expressão que utiliza quando se refere aos pólipos.
David diz que os sintomas não eram muito severos, tinha certas dores, mas nada muito forte, o que lhe chamou atenção foi o sangue. Em menos de um mês foi internado e realizou uma operação onde retirou todo o intestino grosso e fez uma ligação do duodeno ao reto.

David passou dois anos sem conseguir ter uma vida normal. Alega que precisou desse tempo para se recuperar, pois diz que não conseguia dormir mais do que duas horas e que passou cerca de sensivelmente um ano a dormir sentado (era esta a única posição em que o intestino não exercia pressão).
Depois desse tempo voltou a trabalhar como motosserrista. Para continuar a trabalhar, David utilizava cintas e fazia análises de seis em seis meses, onde começou a constatar que na parte que ainda lhe restava do intestino, continuava a criar pólipos.
Em maio de 2018 teve um acidente no trabalho e teve de ser submetido a uma cirurgia. Logo após essa cirurgia passou a ter dores muito fortes na barriga e foi diagnosticado com cancro. Em outubro de 2018 teve de fazer a cirurgia de construção do estoma e em maio de 2019, outra. David passou 40 dias internado e é Ileo e Urostomizado.

Hoje David tem 62 anos. Vive bem, sem dores, mora sozinho, é independente e lida com suas duas ostomias com humor e tranquilidade. Diz que encontrou forças na sua cabeça, e na sua força de vontade, para viver. É super ativo, e como ele mesmo diz "só está em casa por causa da pandemia" - por que por ele estaria sempre na rua. Não se isola e vive a sua vida normalmente. Quando está em casa também não fica parado, tem criação de ovelhas, galinhas e outros animais que o entretêm.

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Paulo

Paulo

Oficial da força aérea portuguesa, apaixonado por aviões e por contar histórias. Conheça a história do Paulo
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Paulo, colostomizado há 1 ano

Paulo
Oficial da força aérea portuguesa com 39 anos de carreira. Sempre foi muito saudável e ativo. Participou em muitas missões internacionais, onde esteve em inúmeras situações de conflito o que lhe deixou muito apto para lidar com o stress.
Em 2014, durante uma missão no Afeganistão começou a sentir-se menos apto. Estava bem, mas um pouco maldisposto. Assim que regressou a Portugal marcou uma consulta para ver o que se passava e foi aí que recebeu a notícia, de que algo não estava bem com os seus intestinos. Coincidentemente a partir dessa altura, Paulo começou a sofrer. Depois de uma bateria de exames soube que tinha um tumor na zona baixa do intestino grosso. A única solução seria ser operado e desde o início já lhe disseram que ficaria com o saco permanentemente.
Foi uma fase muito complicada. Ter restrições físicas não fazia parte da sua personalidade, um homem da força aérea, ativo, sempre saudável, de repente via-se ‘preso’ a um saco 24h por dia. Paulo ficou muito chateado e desmotivado. Relata que não chegou a estar deprimido porque já tinha vivido tantas situações de conflito na sua vida profissional, que sabia que tinha ferramentas para ultrapassar a situação em que se encontrava, mas ficou muito surpreso e triste com a notícia. O seu psicológico ficou realmente abalado.

Após várias sessões de quimioterapia e radioterapia foi submetido a uma operação e, quando acordou, tal e qual como lhe haviam prometido, acordou com o saco agarrado ao seu lado esquerdo do abdómen. Esteve hospitalizado bastante tempo, mais do que era normal, pois apresentou inúmeras complicações.
Com o passar do tempo, Paulo diz que passou a perceber que o saco estava ali para lhe dar apoio e não para lhe dificultar a sua vida. As complicações foram sendo solucionadas e as feridas, mesmo que lentamente, começaram a cicatrizar com o auxílio de câmaras hiperbáricas. Paulo diz que percebeu que de todos os problemas que tinha, nenhum deles estava relacionado com o saco, e que eram todos "situações colaterais". Disse também que passou a focar-se num único objetivo, que era o saco funcionar bem.
Mais a frente, já com o corpo mais adaptado, alega que sentiu que não havia nenhuma restrição, que tinha uma vida perfeitamente normal. Diz que as enfermeiras do Hospital Curry Cabral lhe ensinaram técnicas, inclusive a de irrigação, que lhe ajudam muito e tudo começou a correr muito bem.

Paulo

Durante a sua carreira, Paulo tinha o hábito de desenhar e escrever num diário as suas missões para guardar as suas memórias operacionais. Após a cirurgia, como já havia atingido o grau máximo da sua carreira, passou a uma situação de reserva, para dar lugar aos mais novos, e começou a escrever livros com o conteúdo de seus diários. Ele escreve-os em Português e Inglês, contando as lições de vida que aprendeu em operações militares, porque, como ele própria afirma: "No nosso dia-a-dia, quanto mais se vive mais se aprende; mas na aviação militar quanto mais se aprende mais se vive!" Para a sua felicidade, recentemente os veteranos das Forças Armadas Americanas selecionaram uma de suas histórias para adaptar para um musical que já está a ser trabalhado. Paulo também tem um blog, onde publica as suas histórias e os seus desenhos de missão, chamado “The Peacekeeper”.
Sente-se normal, muito saudável, diz que se arrepende de se ter reformado e pensa em começar uma nova carreira pois já nem se lembra que tem um saco.
Atualmente comprou uma bicicleta e todos os equipamentos para voltar a fazer exercício físico.
Para aqueles que acabaram de descobrir diagnóstico similar ele diz: "Não se admirem se sentirem deprimidos no início, porque realmente é um choque emocional muito grande, mas levem isso como uma sensação temporária, porque rapidamente a coisa vai correr bem e depois não haverá grandes problemas, inclusivamente em termos de roupas. Eu achava que teria de mudar o enxoval todo, nem por isso, quando o organismo volta outra vez a ir ao sítio, pronto, lá estou eu e visto a roupa que sempre vesti. Realmente eu não me sinto um debilitado."

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Eleutério

Eleutério

Australiano, Canadiano e Português. Adora conhecer novos lugares. Conheça a história do Eleutério
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Eleutério, urostomizado há 2 anos

Eleutério
Eleutério nasceu na Austrália, foi criado em Timor e aos 15 anos veio para o Ocidente. Além de australiano tem também cidadania portuguesa e canadiana. Estudou Engenharia Mecânica e especializou-se em construção de refinarias, petroquímicas, tubagens, bombas, estruturas, e enquanto conta a sua trajetória ri-se e diz que lidava com tubos relativamente pequenos, com apenas 4,5 metros de diâmetro.
A sua vida sempre foi na área da construção, onde somou 40 anos de trabalho. Trabalhou numa empresa americana e viajou pelo mundo inteiro realizando diversos projetos. Conheceu lugares como Austrália, África do Sul, Tailândia, Arábia Saudita, Indonésia, Canadá, entre outros. A sua esposa, a Dona Isabel, diz com um olhar alegre e saudoso, que era paga para estar em férias.
Em 2008 atingiu a idade da reforma e reformou-se. Decidiu ir “curtir a vida” com a sua esposa, quando já tinham cinco netos e dois filhos, e tendo em conta que um dos filhos vive na América do Norte, eles passaram a dividir-se entre Portugal e o Canadá.

Há 3 anos começou a sentir muitas dores e foi diagnosticado com cancro na bexiga. Fez tratamentos de quimioterapia, emagreceu muito e sentia muitas dores. O seu sistema imunitário ficou muito debilitado e Eleutério ficou sem forças para aguentar as sessões de quimioterapia; foi então que os médicos decidiram fazer a operação e retirar a bexiga.
O começo foi muito difícil: do dia para a noite deixou de ter bexiga, mas em contrapartida já não tinha mais dores. Além de se adaptar à sua nova realidade e aceitar o estoma, um dos seus maiores desafios foi obter informações e saber exatamente o que tinha que fazer. Sofria acidentes noturnos (e diurnos), o que era muito difícil. Eleutério conta que foi operado num serviço em que as enfermeiras não eram especialistas em estomaterapia e então, por mais boa vontade que tivessem, ele sentia falta de informação especializada.

Eleutério conta que encontrou ajuda no programa de apoio aos utentes da Coloplast, o Programa Care, e diz que foi então que foi direcionado para um serviço de consultas especializadas em estomaterapia, com enfermeiras estomaterapeutas onde ele recebeu orientação, dicas super importantes e foi quando conseguiu voltar a uma vida mais próxima do normal. Ele e sua esposa alegam que o pior já passou, já convivem com a urostomia há dois anos e são gratos por já não sentir mais dores.
Hoje Eleutério diz que gosta muito de estar com os netos e de fazer caminhadas no jardim. Para aqueles que acabaram de descobrir o diagnóstico, ele diz que com muita força de vontade adaptou-se e que é muito bom continuar vivo e sem dores.

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Rafael

Rafael

Nascido e ostomizado em maio de 2019, esperto, alegre e muito forte. Conheça a história do Rafael
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Rafael, colostomizado há 1 ano e meio

Rafael
Nascido a 31 de maio de 2019, Rafael veio de uma gravidez praticamente normal. A sua mãe diz que sentia muitos enjoos e que tudo o que lhe disseram depois de uma ecografia, foi que ele tinha o úmero e fémur pequenos e que havia uma dilatação no canal que liga o rim à bexiga. Por esses motivos, disseram que ele nasceria prematuro.
Foi na madrugada do dia do seu nascimento que o Rafael teve o diagnóstico de uma má formação no sistema digestivo. Os seus pais só puderam estar apenas 5 minutos com ele, porque de seguida, a equipa médica levou-o, e apenas voltaram a ter contacto com o Rafael pelas 12 horas do dia seguinte. Foi nesta altura que foram informados que o Rafael iria necessitar de uma cirurgia de construção de estoma e que os médicos estariam desconfiados que teria Trissomia 21.
Horas passaram e os pais de Rafael só o voltaram a ver pelas 01h30 da manhã do dia seguinte, depois da cirurgia. Foi nesta altura que foram informados que teria havido complicações durante a operação, nomeadamente que ao colocarem um cateter terá ido ar para os pulmões, e que por essa razão, a cirurgia terá demorado um pouco mais do que o previsto.

Rafael

Rafael é uma criança muito forte e ao fim de uma semana já estava muito melhor. No próprio hospital, os seus pais tiveram formação sobre como cuidar do seu estoma: durante uma semana puderam ganhar experiência, aprender a dar banho e a trocar os sacos.
No início foi difícil, mas aceitaram a ideia e se adaptaram. Depois da alta médica, os pais do Rafael, tiveram muitos problemas para encontrar os materiais. Não havia muitos produtos pediátricos e sentiram muita falta de informação, pois o Rafael ficou internado no serviço neonatal, e como a estomaterapia é muito específica, eles não receberam muitas informações sobre como conseguir as receitas médicas dos produtos, quais as farmácias que vendiam produtos pediátrico, etc.

Com o passar do tempo a família encontrou o seu caminho e adaptaram-se ao seu novo normal.
Rafael é uma criança alegre, carismática e faz a sua vida normalmente: tem as suas consultas, já se senta sozinho e, o mais importante é que o seu estoma não interfere com o seu dia-a-dia. Segundo os seus pais, o facto de Rafael ter uma vida normal gera-lhes “mais trabalho”, pois como é uma criança muito ativa, muitas vezes o seu dispositivo acaba por descolar. Rafael é uma criança feliz.

O estoma de Rafael é temporário e a sua cirurgia de encerramento do seu estoma estava prevista para quando ele atingisse um ano e por volta de 10kg, entretanto com o surgimento do Covid-19, o procedimento teve de ser adiado.
Atualmente o Rafael aguarda as coisas se normalizem para fazer a cirurgia de encerramento do seu estoma.

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Rui

Rui

Director comercial reformado. A sua maior paixão é a sua mota e adora paisagens inéditas. Conheça a história do Rui
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Rui, ileostomizado há 9 anos

Rui
Rui, casado há 25 anos, pai de duas filhas: uma de 25 e outra de 14 anos. Em 2011, aos 45 anos, Diretor Comercial, no auge de sua carreira profissional começou a sentir muitas dores e ter inúmeros episódios de desconforto intestinal. Foram muitas idas ao hospital, diarreias, perda agressiva de peso e muito mal-estar. Sentir-se mal já era comum na sua vida. Ninguém sabia o que ele tinha, visto que o seu diagnóstico era inconclusivo. Davam-lhe medicação e mandavam-no para casa, até que chegou ao hospital num estado tão lastimoso que teve de ser internado.
Foi aí que começou a fase mais difícil: na primeira vez que foi internado, Rui ficou no hospital cerca de 28 dias, e na segunda, 17. Esteve em isolamento devido a uma bactéria hospitalar, e mesmo depois de já ter retirado o intestino grosso, ainda ninguém sabia o que Rui tinha. Ao fim de vários exames uma estagiária que estava a fazer a sua tese fez o diagnóstico: doença de crohn. Foi então que Rui passou por uma cirurgia que correu muito mal e foi transferido para o Hospital São José, já sem muita esperança. Na altura os médicos disseram à sua esposa que já não havia hipótese de sobreviver. O seu caso era muito complicado e esteve perto de ter as máquinas desligadas.

Rui relata com emoção que foi um médico do Hospital São José que lhe devolveu a vida. Milagrosamente a sua saúde foi melhorando aos poucos. Durante os 10 meses em que esteve internado, foram feitas diversas cirurgias, inclusive a construção de uma ileostomia definitiva. Rui teve de reaprender a andar, falar, escrever, e segundo as suas próprias palavras “a fazer tudo de novo”.
Com o passar do tempo Rui adaptou-se à sua nova realidade e começou a sentir-se melhor. Contou com o apoio e com o amor da sua família, onde diz que foi onde encontrou forças enquanto estava no hospital. Segundo Rui, por pior que que se sentisse, quando recebia a visita das suas filhas punha um sorriso no rosto, porque queria aproveitar ao máximo o seu tempo com elas. Quando elas saiam da sala, Rui desabava e chorava… estar no hospital sem poder estar com elas era muito duro para ele, mas enquanto estavam juntos, Rui esforçava-se muito par ser uma boa companhia.

Hoje, 9 anos depois do início de uma nova e inesperada vida, Rui já se adaptou, reformou e é feliz. No dia da sua entrevista pediu-nos para fazê-la de manhã, pois é o momento do dia em que se sente mais bem-disposto. Faz questão de levar a filha mais nova à escola, passeia de mota e diz que faz questão de sair todos os dias, nem que seja apenas para uma caminhada curta. Diz que a sua maior paixão é a mota.
Aprendeu a alimentar-se de forma a evitar alimentos que aumentam a atividade intestinal, mas admite com humor que às vezes faz asneiras, como por exemplo beber café.
Para aqueles que descobriram a doença recentemente, ele diz “para nunca desistirem e para deixarem a ansiedade de lado. Que se esforcem para sair, para não ficarem casa, para irem apanhar ar, ganhar energia e coragem para enfrentar a nova realidade”.
Rui terminou a sua entrevista a dizer que nunca expôs a sua história tão abertamente, mas que a ideia de ajudar outras pessoas a enfrentarem tudo isto da melhor forma possível o motivou a fazê-lo.

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Simone

Simone

Supervisora de uma bomba de gasolina, corajosa e forte. A sua maior paixão é a filha. Conheça a história da Simone
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Simone, colostomizada há 4 meses

Simone
Em abril de 2018, Simone tinha uma filha de um ano e trabalhava como supervisora de uma bomba de gasolina quando começou a sentir que algo não estava bem. Mais de um ano e meio depois, em novembro de 2019, já sentia “dores de morte”, como define com as suas próprias palavras. Nesta altura, ainda tinha um diagnóstico inconclusivo.
Fez uma bateria de exames pois era óbvio que algo não estava bem consigo e, após fazer uma colonoscopia de emergência, foi diagnosticada em dezembro de 2019 com um cancro de 7 centímetros no intestino, mais concretamente no recto.
Começou a fazer tratamentos no IPO de Lisboa e os meses seguintes foram preenchidos com tratamento de radio e quimioterapia. Em junho de 2020 fez a cirurgia de remoção do cancro e construção do estoma.

A vida de Simone virou de cabeça para o ar, num dos momentos mais difíceis da sua vida. Parou de trabalhar, não encontrou o apoio que necessitava no seu companheiro, separou-se, e teve de parar tudo e colocar a sua saúde em primeiro lugar.
Além das dores muito fortes, o que mais lhe preocupava antes da cirurgia era a ideia de ter um saco, Simone diz que não aceitava de jeito nenhum. Ao acordar da cirurgia, a primeira coisa que fez foi colocar a mão na sua barriga e verificar a presença do saco, de seguida tirou uma fotografia para verificar como estava.
Hoje diz que se preocupou tanto com isso, mas que o mais difícil foi o pós-operatório, pois o saco é “passe livre” para deixar de ter dores. Simone foi-se adaptando aos poucos, mas sempre foi muito autónoma, fala com orgulho que quando saiu do hospital já fazia o seu autocuidado. Simone diz com força: “se não fosse o saco, era a morte, então eu fico com o saco”.

Quando questionada sobre onde encontra forças para ultrapassar todos os obstáculos, Simone diz que não consegue lidar com a ideia de não acompanhar a vida da filha e que isso a fortalece ainda mais.
Sabe das dificuldades que passou, e que passa todos os dias, mas tem muito orgulho do seu percurso. Mantém-se firme, alegre e cheia de sonhos. Quer acompanhar o desenvolvimento da filha, tem o objetivo de fazer voluntariado e já tem uma página no Facebook onde conta a sua história com o seu saco: “Eu, o saquinho e a VIDA”.
Para aqueles que acabaram de ser diagnosticados, Simone diz para que “não percam a força e bola para frente, se temos esta missão é para cumpri-la, para chegar até o fim”.

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Orlando

Orlando

Explorador da natureza, apaixonado por descobrir novos destinos. Conheça a história do Orlando
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Orlando, colostomizado há 1 ano

Orlando
Explorador da natureza e um grande apaixonado por descobrir novos destinos. Sempre teve o hábito de viajar pelo mundo com a sua “Caravela” (nome que deu à sua caravana). A cada novo lugar que visita, Orlando tem o privilégio de estar sempre acompanhado com a sua mulher, visto que é a pessoa que mais apoio lhe deu em toda a sua vida. Por essa mesma razão Orlando fez questão que a sua foto para calendário Coloplast fosse tirada ao lado da sua companheira.
A história do Orlando tem início como tantas outras que conhecemos. Começou por realizar alguns exames, não por sentir desconforto, mas sim porque notou algumas irregularidades. Feito o exame (colonoscopia), foi lhe diagnosticado um cancro dos intestinos: algo para o qual não estava nada preparado.

Durante a nossa conversa, Orlando acabou por se emocionar ao afirmar que foi assim que tanto ele como a mulher ficaram ocorrentes da situação delicada em que se encontravam. Inicialmente foram tempos bastante angustiantes, onde admitiu a importância que a família e os amigos tiveram, para que conseguisse encarar um dia de cada vez e sempre de forma positiva.
No dia seguinte ao exame que o diagnosticou (colonoscopia), Orlando contactou diretamente um dos seus médicos mais chegados, para que fosse iniciado o planeamento da sua operação, com a maior brevidade possível. Numa primeira fase realizou várias sessões de quimioterapia, e como se não bastasse, após mais alguns exames, foram detetadas metáteses do seu cancro noutros locais.
Após esta última intervenção, voltou mais uma vez para os tratamentos de quimio e radioterapia. A localização do tumor, fez com que houvesse a necessidade de uma cirurgia para a construção do estoma. A operação acabou por correr como esperada, e neste momento o Orlando encontra-se em recuperação há mais de um ano.

Mesmo durante os tratamentos, o Orlando nunca deixou que a sua Caravela ficasse muito tempo parada, porque é nela que encontra um dos grandes caminhos para a felicidade. Sempre na companhia da sua mulher, e embora se tenha visto mais condicionado, Orlando acredita que os passeios são uma das principais fontes de energia positiva.
Nos dias de hoje, divide o seu tempo entre as suas viagens maravilhosas, os filhos e os netos. Vive cada um dos seus dias ao máximo, ainda com grandes perspetivas de vida, pois acredita que a tristeza e a introversão não ajudam em nada naquilo que é a vontade de viver e ser feliz.

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Antonieta

Antonieta

Cozinheira reformada, apaixonada pelo mar e por cozinhar para os seus netos. Conheça a história da Antonieta
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Antonieta, colostomizada há 11 anos

Antonieta
A Antonieta tinha uma vida que muitos diriam ser normal. Com 62 anos era casada, tinha uma filha, dois netos e trabalhava como cozinheira na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, cozinhando diariamente para mais de 300 pessoas. Num certo dia sentiu-se maldisposta, com pouca força, adoentada, com um incómodo na barriga e decidiu consultar um médico. Foi direcionada para especialistas, fez análises e logo veio o diagnóstico… tumor no cólon. A cirurgia foi marcada rapidamente e Antonieta fez a cirurgia de construção do estoma. Relata que foi um período muito difícil, que não estava à espera de repente ter que lidar com a ideia da mudança total de vida, com “uma coisa diferente no corpo”. Lidar com um estoma, mudar a sua rotina… imaginava que não teria as mesmas capacidades e reformou-se por invalidez. Diz que teve uma recuperação muito complicada e teve de criar recursos emocionais para passar por isso, pois além do desafio emocional, teve muita dificuldade para encontrar produtos que respondessem bem ao seu corpo. Alega que tentou inúmeras marcas, diferentes modelos, mas que teve imensas complicações. No fim, diz com gratidão que os produtos da Coloplast lhe trouxeram saúde (uma vez que não fazia mais alergias), segurança e qualidade de vida.
No seu discurso agradece muito ao cirurgião Dr. Paulino e diz que este lhe salvou a vida, às enfermeiras da consulta de estomaterapia do Hospital Curry Cabral, as quais diz serem muito boas e carinhosas, pois têm como lema de vida elevar a qualidade de vida do doente, e à filha que sempre lhe deu apoio incondicional.

Nove anos passaram e Antonieta já estava completamente adaptada quando teve que ser operada uma vez mais por causa de uma hérnia. Como resultado ficou com duas fístulas, e uma situação muito complicada. Antonieta diz que tinha um “buraco” na barriga gigantesco, e que chegava a utilizar 6 bisnagas de pasta para preencher todo o local. Mais uma vez teve de desenvolver recursos emocionais para lidar com uma situação tão difícil. Lembra-se com emoção de um momento marcante que viveu durante o último internamento. Houve um dia em que, quando uma enfermeira lhe foi fazer o penso, viu que estava tão suja por causa das fístulas que a embrulhou numa manta e levou-a à casa de banho para lhe dar banho, pois não era possível apenas limpar. Deu-lhe banho, sentou-a num banquinho e ela teve, pela primeira vez, a oportunidade de ver a sua própria barriga. Diz que o seu “buraco” na barriga era tão grande que cabia ali o seu braço. Quando viu aquilo ficou em pânico, sentiu-se mal, só conseguia pensar que nunca mais teria a sua barriga em condições, que nada poderia ser feito para fechar aquele “buraco”. Conta que ficou tão triste e pediu desesperadamente para voltar à cama pois não tinha condições para ver aquilo. Sentia-se perdida. A enfermeira nitidamente preocupada, deitou-a na cama e fez o penso o mais rápido possível. Antonieta ficou muito mal, perdeu o apetite, não esperava que estivesse tão “feio” e os dias seguintes foram muito tristes. Relata que caiu no fundo. Naquele momento, achava que já não tinha mais vida.

Depois de cair, Antonieta decidiu levantar-se. Diz que pensou para si mesma: “Antonieta, não podes ser assim, não podes ficar aqui parada e morta, tens de viver”, pediu ajuda a Deus e relata que a recebeu. Começou a melhorar, ficou mais ativa, procurou não se incomodar tanto com a situação - que era grave - e decidiu acreditar sempre que ia vencer! E assim foi, com muita vontade de viver, viveu um dia de cada vez e foi melhorando pouco a pouco. Teve alta, recebeu apoio das enfermeiras, da família e principalmente da filha e mais uma vez saiu vitoriosa.
Hoje, com 76 anos, Antonieta vive a vida que deseja viver: vai às compras, borda, faz renda, vai à missa, faz trabalho voluntário, cuida e participa na vida dos netos (que são o seu grande amor), cozinha, sai com as amigas… e é apaixonada por café! Uma das coisas que mais gosta de fazer é sentar-se num café e conversar. Diz que há dias em que está triste, mas que não se deixa abater muito tempo, porque apesar de haver as nuvens do céu, Antonieta diz querer aproveitar todos os raios de sol.

Para aqueles que vão fazer a cirurgia agora, Antonieta diz: “Não se deixem ficar parados, tentem vencer, nós somos capazes de tudo, de vencer tudo, só é preciso ter força!”

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Florbela

Florbela

Cozinheira reformada, aventureira e ativa. Frequenta o ginásio e adora piscinas. Conheça a história da Florbela
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Florbela, colostomizada há 2 anos

Florbela
Podemos afirmar que a história da Florbela é um exemplo muito bom dos benefícios de uma prevenção e rastreios habituais. Na verdade, Florbela afirma que não tinha qualquer sinal ou sintoma da doença. No entanto, por norma quando entrava de férias, realizava análises anuais, de modo a garantir que tudo estava bem consigo. Este pequeno grande hábito pode ter-lhe salvo a vida.
Numa altura em que diz que foi a que se sentia melhor, ao realizar uma destas análises, a médica perguntou se alguma vez tinha realizado um rastreio ao cólon. Nunca o tinha feito. Esta pequena questão foi a sua sorte. Ao realizar a sua primeira colonoscopia, e ainda antes dos resultados laboratoriais serem emitidos, foi-lhe comunicado que tinha um tumor maligno. Foi de imediato encaminhada para a sua médica de família, para que iniciasse todos os procedimentos o quanto antes. Os primeiros dias foram muito complicados, principalmente ao pensar no filho, com receio de o deixar sozinho. Porém, ao longo das diversas consultas que foi tendo, foi ganhando coragem para seguir em frente com os tratamentos. Houve também uma força adicional, dada pelo seu companheiro, com quem está desde 2007.

Conseguiu superar assim todo o processo, resultando no desaparecimento do tumor. Ainda assim, 6 meses depois teve que ser operada. Foi aqui que soube que teria que ficar com um estoma definitivo. Por momentos acreditou que seria possível não ser sujeita a uma ostomia, no entanto, na última consulta, a sua médica informou-a que teria mesmo que seguir com a cirurgia. Na altura em que recebeu a notícia que na sua realidade passaria a contar com um saco de ostomia, ficou bastante triste. No entanto aceitou e na semana seguinte, já era uma pessoa completamente diferente.

Hoje faz tudo ou quase tudo. Gosta de ir ao ginásio, por iniciativa do filho, pessoa que sempre foi a sua força principal, e de fazer as aulas de hidroginástica. Antes da sua doença era cozinheira, chegando a cozinhar para mais de mil pessoas. No entanto, o saco impede alguns movimentos essenciais às atividades que exercia, tanto que hoje em dia é reformada. Dá muito valor ao tempo com a sua família e amigos, e inclusive afirma que hoje vê a vida com outros olhos. De resto faz tudo, e de longe se sente inferior. Não se importa com quem olha para si e para o seu estoma. .

A sua mensagem para quem acabou de descobrir um problema semelhante é que devemos ter “esperança”, “ser positivos” e “que a vida é tão boa que temos é que nos agarrar à vida. O melhor é vivermos os pequenos momentos com intensidade”.

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Isaac

Isaac

Nascido e ostomizado em novembro de 2018. Ativo, reguila e adora brincar ao ar livre. Conheça a história do Isaac
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Isaac, colostomizado há 3 anos

Isaac
O Isaac tem uma ostomia desde o seu segundo dia de vida. Nascido em novembro de 2018, foi logo diagnosticado com uma má formação chamada de “imperfuração anal”, e a cirurgia foi necessária para que ele sobrevivesse. Foi um grande susto pois pelos exames feitos durante a gravidez, não havia indicação de nada. Naquele universo de sensações e receios, depois de horas de angústia, os pais de Isaac tinham naquele momento um bebé prematuro e ostomizado para cuidar. Foi neste momento que sentiram uma onda de gratidão: a ostomia deu a oportunidade de Isaac sobreviver, mas logo de seguida muitas dúvidas surgiram.
Foi sem dúvida um grande desafio. Os pais do Isaac não sabiam o que era uma ostomia e tão pouco como cuidar de uma, muito menos sendo pais de “primeira viagem” e de um bebé prematuro. Decidiram que iam estudar e aprender tudo o que era possível sobre o tema, e após lerem vários artigos, perceberam que o estoma do Isaac era diferente de qualquer outro, e ao falar com um outro cirurgião em consulta, perceberam que haviam errado na cirurgia do Isaac: o estoma foi colocado no sítio errado, da forma errada, e não seria possível adaptar os dispositivos de ostomia. Mais tarde quando o Isaac começou a crescer e a se movimentar, o problema foi-se tornando maior.
Isaac não tinha acompanhamento em nenhum serviço, e como não era possível usar os dispositivos de ostomia, os seus pais estavam perdidos e sem saber o que fazer. Decidiram então bater em todas as portas e entraram em contacto com a Coloplast. A Coloplast indicou-lhes um serviço em que havia uma enfermeira estomaterapeuta com experiência em bebés com ostomia.
Foi no acompanhamento com a enfermeira especialista que descobriram que o estoma do Isaac estava a fechar. Foram meses num tratamento atencioso e complicado para dilatar e tentar adaptar algo que trouxesse um pouco mais de conforto para o Isaac.
Em 2019 o Isaac fez uma nova cirurgia para refazer a primeira colostomia e o procedimento foi um sucesso. O Isaac entrou para o centro cirúrgico fazendo adeus e a mandar beijinhos para as enfermeiras, tiveram de esconder os cateteres venosos, pois ele queria brincar com todos os fios coloridos próximos a ele, passou seu aniversário de 1 ano da melhor forma possível, a se recuperar.
Desde então, o Isaac cresce cada vez mais ativo e traquina, sorri e brinca como ninguém, e graças à sua ostomia, continua a crescer forte e saudável. O seu pai e a sua mãe se mantêm fortes e alegam que o desafio foi mais deles do que do Isaac, pois para o Isaac tudo sempre foi normal. Eles dizem que quando o Isaac crescer vão-lhe contar o quanto ele foi guerreiro.
Aos pais que estão a iniciar um processo semelhante, eles dizem: “tenham calma, tudo é possível, não é o fim do mundo, nós nos adaptamos e a ostomia deu a oportunidade do Isaac viver”.

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Adérito

Adérito

Administrador reformado. Pai, avô e bisavô. Apaixonado por jogar e ver futebol. Conheça a história do Adérito
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Adérito, colostomizado há 11 anos

Isaac
Podemos encontrar na história do Adérito, um exemplo excelente em como a garra e a vontade de nos agarrarmos à vida são fulcrais para encarar as adversidades da vida.
A história da sua ostomia começa por volta de 2009, enquanto trabalhava como encarregado de armazém numa empresa de catering. Na altura, quando tudo parecia bem, começa a ter alguns sintomas que o deixaram reticente. Começa por ter diarreia constante, embora no início acreditasse que tinha sido algo que comera. No entanto, por esta não passar por mais de um mês, resolve ir fazer análises. Conhece o Dr. Caldeira Fradique, que o encaminha para o Hospital de São José. Aqui fica internado e é submetido a análises e exames, incluindo uma colonoscopia, dado que o seu estado se agravava. É após os exames que recebe o diagnóstico de colite ulcerosa. Mesmo sabendo que sofria de uma doença complicada, o Adérito não deixava de levar e encarar a vida com ânimo. Pela necessidade de toma de vários medicamentos e por chegar a ter dois cateteres centrais, estava “todo ligado” como indica, o que fazia brincar com a situação dizendo que “era uma árvore de Natal”.

Após o seu internamento, segue para o Hospital dos Capuchos, dado que lhe tinham indicado um tratamento medicamentoso, não necessitando de ser submetido a cirurgia. A contrapartida é que viveria para sempre com a doença. No final de contas, a cirurgia acabou por ser a melhor opção. Após a primeira intervenção, foi idealizado que ainda seria feita uma reconstrução do cólon, no entanto as dores continuaram e houve a necessidade de ser operado novamente. No total, foi sujeito a cinco intervenções. Após nova colonoscopia, foi percebido que a infeção era de grande extensão, o que impossibilitava a reconstrução. A preocupação à sua volta durante todo este processo era enorme, mas a sua força, a sua vontade de viver, o querer agarrar-se à vida, fê-lo encarar os problemas de frente, mesmo numa altura em que estava mais fraco, pois perdera 30 kilos. Como explica, “se é para cortar, corta-se e pronto, é para melhorar!”. Desde então que utiliza um saco de colostomia, algo que afirma ser sempre um “intruso” no seu corpo, mas que é algo que permite que tenha melhor qualidade de vida, sem dores.

A sua maior fonte de força foi sem dúvida a sua esposa, que sempre o acompanhou e esteve ao seu lado durante todo o processo.

Hoje em dia, o Adérito é reformado, pai de dois filhos, avô de três netos e bisavô de dois bisnetos. “Estou de barriga cheia” como afirma sorrindo. Gosta imenso de passar o tempo com a sua família. Além disso, utiliza o seu tempo para ir à praia, dado que gosta de aproveitar os dias de sol e bom tempo. Adora igualmente ver futebol e nadar. Infelizmente já não consegue jogar futebol e o nadar tem que ser com cuidado, sem os mergulhos de antigamente, mas como diz, “vai-se adaptando”.

Para quem está no início do processo de uma ostomia, o Adérito deixa a seguinte mensagem: “É fazer como eu fiz, é agarrar-nos à vida, porque a evolução da medicina tem-nos mostrado que conseguimos ter mais anos de vida. Podemos perder algumas coisas, mas ganhamos outras. Até nos sentimos mais fortes pois enfrentámos uma doença. Enquanto podermos cá andar, ver os netos, os bisnetos crescer, é uma alegria”.

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Calendário Coloplast 2020

Calendário Coloplast 2020 - Emília

Emília

"Não é a vida que se adapta a nós mas nós à vida... Se queremos viver felizes."

Calendário Coloplast 2020 - Maria Fernanda

Maria Fernanda

“Por ser ostomizada não deixei de fazer o que mais gosto."

Calendário Coloplast 2020 - Manuel Maria

Manuel Maria

"Força de Vontade."

Calendário Coloplast 2020 - Eduardo

Eduardo

"Todos na vida enfrentamos obstáculos e percalços, a ostomia não nos impede de levar uma vida normal. Vivam e sejam felizes."

Calendário Coloplast 2020 - Catarina

Catarina

"Atravesso a vida com a certeza de que existe sempre uma boa razão e um lado bom para tudo o que nos acontece."

 Calendário Coloplast 2020 - Ernesto

Ernesto

"Que Nossa Senhora nos Ajude."

Calendário Coloplast 2020 - Isabel Holbeche

Isabel Holbeche

"'Cancro não é uma doença mas um mecanismo de cura.' - Andreas Moritz"

Calendário Coloplast 2020 - Isabel Maria

Isabel Maria

"O estoma não me impediu de continuar a fazer as minhas caminhadas."

Calendário Coloplast 2020 - Rui

Rui

"Regresso a uma vida normal."

Calendário Coloplast 2020 - Manuel

Manuel

"Encarando a vida com coragem e viver um dia de cada vez."

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Amélia

"Sou uma felizarda, a vida tem sido muito generosa."

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