Esta é a história de como uma inovação na embalagem plástica permitiu uma melhoria significativa na vida dos ostomizados em todo o mundo.
Em 1954, a Enfª Elise Sørensen de 50 anos de idade, era conhecida pelos seus colegas como uma enfermeira extramamente dedicada. Esta dedicação ganhou um dimensão especial, quando a sua irmã mais nova, Thora, teve cancro do cólon e foi submetida a uma cirurgia do cólon.
Como outras pessoas na mesma situação, Thora, ficou destroçada, não só pelas suas futuras limitações físicas - tinha apenas 32 anos - mas também pela possível rejeição social que teria de enfrentar.
É necessário ter em conta, que nessa altura uma colostomia era algo de muito pouco simpático pela forma como era encarada pela sociedade. As limitações físicas, não eram minimamente minorizadas pelos dispositivos então existentes. Estes dispositivos eram pesados e incómodos, pouco higiénicos e dispendiosos. Mas mais grave, não ofereciam protecção suficiente contra o odor e fugas. Não era de estranhar que muitos homens e mulheres com vidas sociais activas desistissem dos hábitos de vida que tanto apreciavam anteriormente.
A motivação por detrás da ideia
O sofrimento dos colostomizados, não foi esquecido por Elise Sørensen. Numa entrevista em 1955 ela referiu : " Na realidade, tenho estado preocupada com as dificuldades psicológicas dos doentes, desde os meus tempos de estudante. Senti uma empatia especial, por aqueles que foram submetidos a uma colostomia. O stress psicológico e a ansiedade causada pela incapacidade de controlar os movimentos intestinais têm forçado muitas pessoas a alterar completamente as suas vidas, simplesmente porque não conseguem levar vidas normais."
Motivada pela situação díficil da sua irmã, Elise Sørensen desenvolveu um dispositivo que eliminou as desvantagens dos dispositivos disponíveis naquela época. À luz dos padrões de hoje, o saco concebido pode parecer um pouco primitivo, mas foi o percurssor de todas as melhorias atingidas até hoje. O novo saco era "não poroso, fino e elástico, " conforme o requerimento da patente mencionava. E como descoberta para a época, era de utilização única, e equipada com um adesivo para aplicação directa no corpo - sem necessidade de cintos incómodos.
Uma situação é ter um projecto patenteado, mas outro é encontar um produtor, com vontade de assumir os riscos de fabricar um produto novo e relativamente pouco testado. É aqui que Aage Louis-Hansen entra na história.
Da ideia à nova tecnologia
Como a sua ideia foi rejeitada por vários fabricantes de produtos para deficientes, Elise Sørensen, contactou a Dansk Plastic Emballage, uma empresa de sacos de plástico pequena mas gerida com sucesso por Aage Louis-Hansen.
A embalagem de plástico estava a ter um enorme reconhecimento, e as aplicações virtualmente ilimitadas do polietileno, estavam a criar grande excitação nos mercados. Aage Louis-Hansen tinha atingido sucesso muito cedo, graças ao desenvolvimento de métodos inovadores de selagem que tornavam os seus sacos absolutamente estanques e impermeáveis. Além disso estava apto a dimensionar os sacos às múltiplas necessidades individuais dos seus clientes. Contudo, não estava vocacionado para os dispositivos médicos, e portanto mostrou-se um pouco céptico quando a Enfª Elise Sørensen fez a sua proposta inicial. Felizmente para o mundo dos ostomizados, Johanne Louis-Hansen, a sua mulher, intercedeu. Tendo sido ela própria uma estudante de enfermagem, compreendeu inteiramente o potencial do novo saco, para o alívio de grande parte da angústia destes doentes. Aage Louis-Hansen encarou os sacos de colostomia como uma extensão natural do seu negócio tendo fabricado manualmente milhares de sacos. Estes foram imediatamente colocados em bom uso por Elise Sørensen, que enviou amostras para alguns hospitais em todo o país e fez alguma publicidade num jornal da especialidade. A sua persistência rapidamente foi reconhecida, já que a Dansk Plastic Emballage recebeu um fluxo de encomendas para o novo produto. Foi, como disseram, uma ideia para a qual chegou o momento.
A Coloplast foi fundada em 1957. Por essa altura, os produtos da companhia, tinham atingido uma reputação muito para além das fronteiras da Dinamarca. Dois anos após o nascimento da empresa, mais de dois terços da sua produção era distribuida internacionalmente.
A idea continua a crescer
Hoje, o nome da Coloplast surge numa vasta gama de dispositivos de ostomia, expandindo-se para áreas como a urologia, continência urinária, pele e feridas.
A empatia que a Enfª Elise Sørensen e os outros fundadores da Coloplast sentiram pelos seus doentes nos anos 50, permanece como directriz essencial para os empregados da Coloplast em todo o mundo. Nós ouvimos, nós aprendemos - então como resposta, procuramos ir de encontro às necessidades daqueles que utilizam os nossos produtos e dos profissionais de saúde que deles cuidam - não nos contentando enquanto não tornamos a vida de alguém mais fácil.
Ouvir e responder é - e sempre será - o coração da Coloplast. |  | 
Elise Sørensen
Percussores do moderno saco de colostomia

Um cinto

Um saco de borracha

O saco que deu início a uma nova era nos dispositivos de ostomia

Início da comercialização

Co-fundadora Johanne Louis-Hansen |